III VOLUME – ERROS SOBRE JOAQUIM SANTOS SIMÕES

Isabel Santos Simões, filha de Joaquim Santos Simões, chama a atenção para erros existentes na referência que fiz a seu Pai no III volume da biografia de Álvaro Cunhal. Tem razão e aqui ficam corrigidos.

Joaquim Santos Simões não era “advogado vimaranense”, dado que “licenciado em Ciências Matemáticas, exerceu a docência toda a sua vida, para além de intensa actividade em diversas áreas, nomeadamente na política”. O qualificativo de “vimaranense” também não é inteiramente rigoroso dado que nasceu no Espinhal, distrito de Coimbra em 1923, embora o facto de ter vivido toda a sua vida adulta em Guimarães, para onde vai com 34 anos (em 1957) e permaneceu até à morte o possa justificar. Santos Simões tornou-se uma referência da oposição de Guimarães, em cujo nome participava em várias reuniões e comícios, sendo a sua casa local de reuniões clandestinas. A sua activa participação na vida associativa de Guimarães, tendo sido presidente da Sociedade Martins Sarmento, o tornou um vimaranense, pelo menos de adopção. Mas,de facto, não nasceu lá, pelo que a correcção fica feita. (Dados biográficos sobre Santos Simões podem ser encontrados nos ESTUDOS SOBRE COMUNISMO.)

Tem igualmente razão quando menciona que o texto incluído no livro de Santos Simões, Braga Grito de Liberdade. História Possível de Meio Século de Resistência, (p. 77) é uma transcrição de autoria de Armando Bacelar e não do autor, pelo que a referência na pag. 3 do III Volume ( “A mesma informação foi confirmada pelas mulheres de Armando Bacelar e do advogado vimaranense Santos Simões. Ambos ouviram os gritos de Luísa Rodrigues e vieram à janela observando os presos.”; nota: J. Santos Simões, Braga Grito de Liberdade. História Possível de Meio Século de Resistência, Braga, Governo Civil, 1999, p. 77 ; Armando Bacelar, Memória dos Tempos Idos, Vila Nova de Famalicão, Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão, 1994), se refere apenas a Armando Bacelar.

Numa próxima edição estes erros serão corrigidos, pelo que agradeço a Isabel Santos Simões ter-me chamado a atenção para eles.

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